Inês Castel-Branco: “Gosto de fazer o meu boneco”

Julho 22nd, 2009 Colocado em Morangos

Inês Castel-Branco, actriz, volta ao mundo da animação, dando voz a ‘Jaclyn’, namorada do malvado ‘Dr. Schadenfreud’, vilão do filme ‘Igor’, que amanhã chega às salas.

Correio da Manhã – Foi a primeira vez que fez dobragens para animação?

Inês Castel-Branco – Já tinha feito dobragens várias vezes, mas quase sempre papéis pequenos. Só fiz um papel maior em ‘Capuchinho Vermelho – A Verdadeira História’, na qual dei voz à protagonista. Desta vez a minha personagem é mais pequena. Uma das vilãs, num filme que tem vários vilãos.

– O que acha da personagem a que dá voz neste filme, a ‘Jaclyn’?

– A minha personagem aparenta ser uma coisa que não é. No fundo, é uma dissimulada, sarcástica que no meio da maldade toda é só mais uma, mas que se distingue por ser a mais glamourosa.

– Foi necessário uma grande preparação para este trabalho?

– Não exigiu muita preparação. Neste tipo de trabalhos precisamos de mais direcção e orientação do que de preparação. Ouvimos o original e depois o director de actores dirige a forma como nós devemos fazer. Neste caso, a direcção é do José Jorge Duarte. Foi óptimo trabalhar sob a sua direcção, pois é muito intuitivo e diz logo o que estamos a fazer bem e mal, corrigindo-nos até ao ponto que quer.

– Dá voz à personagem que originalmente tem a voz da actriz Jennifer Coolidge. Inspirou-se no trabalho dela para fazer a dobragem?

– Não. Eu não vejo o filme, apenas oiço as frases dela uma a uma. Para mim, uma das coisas mais desafiantes de fazer dobragens é tentar animar o mesmo boneco com uma versão diferente. Não me interessa fazer igual a ela, muito pelo contrário, interessa-me fazer a minha versão desta personagem, fazer o meu boneco.

– Vê alguma parte de si reflectida na personagem à qual dá voz?

– Não, nada (risos).

– Em todo o filme, qual é a personagem de que gosta mais?

– O ‘Igor’, embora goste também do ‘Scamper’. O ‘Igor’ é feio e ao mesmo tempo adorável, criando um paradoxo.

– O facto de ‘Scamper’ se tentar suicidar ao longo do filme poderá influenciar/traumatizar os mais novos?

– Não. Nós preocupamo-nos demasiado com esses pormenores, os miúdos não se influenciam facilmente. Quanto muito as crianças podem rir-se porque ele é parvo, pois está sempre a tentar matar-se e não consegue.

PERFIL

Maria Inês da Costa Caldeira Castel-Branco nasceu a 25 de Fevereiro de 1982 em Lisboa. No Teatro distingiu-se em especial nas peças ‘Cenas Suburbanas’ e ‘Confissões de Adolescente’. Participou também em grandes produções para a televisão, casos das novelas ‘Queridas Feras’, ‘Tudo por Amor’, ‘Filha do Mar’, ‘Morangos com Açúcar’, entre outras.

Fonte: Correio da Manhã


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