Pedro Barroso contra os vampiros em Destino Imortal

Janeiro 30th, 2010 Colocado em Morangos

Pedro Barroso

Pedro Barroso tem 23 anos, estreou-se em televisão como co-apresentador do magazine cultural P.I.C.A, e integrou o elenco da novela Fala-me de Amor, e das séries Morangos com Açúcar e Um Lugar Para Viver. Actualmente, a par das participações na série Ele é Ela e na novela Meu Amor, interpreta o dampiro Miguel na mini-série Destino Imortal.

– As recentes séries juvenis Portuguesas sobre vampiros têm sido alvo de comparações desfavoráveis com Twilight. O que pensas sobre isso?
– O universo dos vampiros há muito que é apetecido e desejável, não veio até nós com o aparecimento do Twilight. Obviamente se não fosse o mesmo e o seu sucesso não estaríamos hoje em ficção abordando essa temática. No meu entender, acho que é desnecessário fazer comparações, até porque são produtos distintos, o que inevitavelmente vai acontecer mesmo na forma como são elaborados e suas finalidades: filme, mini-série e formato de novela. Falando de Destino Imortal, é uma série que inova em termos de conteúdo sobre o tema dos vampiros. É certamente uma história que retrata uma lado mais humano que o sobrenatural. A verdadeira essência é a de uma história de amor.

– Como foste seleccionado para integrar este elenco?
– Tive o privilégio de ser convidado para integrar o elenco de Destino Imortal.

– Fala-nos do Miguel, o teu personagem.
– O meu Miguel, descrevendo agora por linhas gerais, é sensivel com um carisma despretensioso, calmo e seguro. Prefere por vezes isolar-se e ficar quieto no seu canto a ler um livro do que misturar-se com o resto das pessoas da sua faixa etária. Tem curiosidade nata e é inteligente. É bondoso sem malícia, apaixonado pela natureza e ar livre. É como que um protegido devido aos seus poderes, dos quais se vai apercebendo através da proximidade com Sofia. Todos os seus instintos e sentidos vão ser descobertos e aprimorados através da proximidade dela, que vai despertar em Miguel um desejo e uma atracção incontroláveis como nunca sentiu por ninguém na vida. O que ele não sabe é que é uma atracção fatal, pois Miguel é filho de um vampiro e de uma humana, um dampiro, e por consequência capaz de reconhecer vampiros e destruí-los.

– Como são as interacções entre a Miguel e os outros vampiros?
– A verdadeira e maior interacção do Miguel é com a Sofia, que é a canalizadora de relações para os outros vampiros. Através desta proximidade, Miguel vai despertar os seus instintos e todas as capacidades extra-sensoriais que um dampiro possui, não se apercebendo que a atracção que sente por ela é uma atracção fatal em vez de um grande amor, e logo vai procurar Sofia e vai procurar descobrir o porquê desta atracção… Daí que vai cruzar-se com todos os outros vampiros: Hector, Lídia, Valentina e Victor, e outros que aparecerão durante a série. Quanto a Lídia e Hector, criadores de Sofia, de início a aproximação de Miguel ao seu seio familiar vai ser levada como uma ameaça até entenderem que este é um dampiro e pode ser a salvação da sua espécie. Quanto a Valentina e Victor, estes desde os primeiros encontros que o desafiam, sentindo-se a tensão em todas as cenas. A aproximação de Miguel não é bem vista, até mesmo devido a guerras antigas entre familias que se virão a revelar mais tarde.

– Existem inúmeros filmes, séries, livros e até jogos de video sobre vampiros. Serviste-te de alguma dessas obras como ponto de referência para construir o teu personagem?
– Não posso excluir da minha construção todas as referências que tive através de livros e filmes. Foram parte importante na construção, mas em grande parte baseei-me nos guiões que foram escritos, e muito bem escritos, já com maravilhosas referências paara construir o meu personagem especificamente dentro deste universo dos vampiros. Todo o aprimorar dos sentidos do Miguel estava minuciosamente descrito, todas as suas capacidades sobre-humanas… O ponto de partida foi a construção humana do meu Miguel e depois trabalhar todos os sentidos a serem descobertos. Aí o que me ajudou foi trabalho de pesquisa, de mesa, trabalho físico e com o grupo de trabalho. Todos os filmes e séries que vi serviram para complementar o trabalho elaborado anteriormente e enriquecer-me no mundo de vampiros de Destino Imortal.

– Em que consiste o processo de caracterização dos vampiros de Destino Imortal?
– Figurinos adequados a cada personagem, maquilhagem, lentes e dentes, tudo isto com o complemento de um trabalho elaborado de pós-produção

– Que preparação especial tiveste para as cenas de acção que protagonizas?
– Tivemos acompanhamento de uma equipa de efeitos especiais, aulas de esgrima e duplos. Isto ainda na altura de ensaios e de construção de mesa dos personagens, o que era óptimo pois são personagens que são caracterizados também pelas suas características físicas, destreza e poderes, logo era uma mais-valia podermos ter ensaios de mesa em procura do personagem e sua construção, e poder transpôr e experimentá-lo já com todas as condições. Todos os vôos, coreografias de esgrima e trabalho de duplos… Houve um rigor cénico bastante aprimorado. A disponibilidade tanto física como mental era extremamente necessária.

– Como comparas o trabalho de actor nesta mini-série e noutras produções em que já participaste?
– Logo à partida estamos a falar do universo mágico e poético dos vampiros, logo por aí foge a qualquer contrução de personagem do nosso quotidiano que até aqui tinha feito. Acompanhei-me de algumas referências de pesquisas como sempre faço e depois foi construção conjunta com o elenco, o chamado trabalho de mesa. Todas as características trabalhadas por mim, do meu Miguel, foram fruto de uma descoberta constante com a equipa de efeitos especiais onde encontrava o corpo do personagem. Os aprimorares e descobertas dos sentidos foram trabalhados por mim no meu dia-a-dia, enriquecendo o interior do meu personagem de forma a ser credível. O tempo em que foi rodada esta mini-série, cinco semanas no total, foi um grande desafio no qual era exigido o máximo por toda a equipa e estou grato por ter participado. Sinto que o meu trabalho é apenas 50% do trabalho apresentado, o resto é complementado por efeitos especiais, sonoplastia e meios técnicos, com um rigor técnico muito maior. Tudo isto foram desafios que numa produção normal com um outro personagem não teria de enfrentar. Estou grato, afinal de contas nunca imaginei fazer um projecto assim.

– Quais são as tuas expectativas em relação ao sucesso de Destino Imortal?
– São obviamente as melhores, e sou suspeito, certo? Acho que acima de tudo há que congratular a televisão Portuguesa por arriscar neste tipo de ficção, e espero que haja da parte do público e dos críticos a capacidade de distanciamento entre guerras televisivas e comparações de produtos, pois atrás desta mini-série podem vir muitas outras abordando temáticas diferentes… Espero que o público comum mortal se fixe neste meu nosso destino.

— UM EXCLUSIVO GERAÇÃO MORANGOS


4 Comentários em “Pedro Barroso contra os vampiros em Destino Imortal”

  1. andreia graça Says:

    adoro o pedro es um femo



  2. micaela machado Says:

    adoro o programa



  3. Márcia Says:

    O Pedro Barroso ( para além de lindo ) é um óptimo actor e já deu provas nisso nas séries e novelas em que participou . Um grande talento de Portugal 😀
    E a mini-série Destino Imortal , é mesmo muito boa , parabéns !



  4. Ãna Says:

    Parabéns Pedro!

    És fantástico e desempenhas um papel extraordinário na série.



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