Vanessa Martins: “Sou a menina dos papás”

Abril 18th, 2010 Colocado em Morangos

Aos 23 anos, a actriz é o orgulho da família. Determinada, alcançou a profissão dos seus sonhos – e já comprou uma casa. No amor, vive momentos felizes ao lado de Kiko Campos Costa, um dos primeiros portugueses que irão visitar o Espaço.

– Quem é a Vanessa?

– É uma menina, ou melhor, uma senhora que é sonhadora, determinada, ambiciosa e amiga do amigo. Quem não me conhece não gosta de mim, porque acha que tenho uma atitude altiva e arrogante. Para os meus amigos sou simpática mas para as outras pessoas, como não as conheço, sou distante e reservada. Não me dou a conhecer logo à primeira. Por isso, quando me conhecem melhor ficam surpreendidas.

– Quais são, aliás, as suas principais virtudes?

– Adoro os meus amigos, faço tudo por eles, sou muito boazinha, não consigo deixar ninguém à espera, não prejudico ninguém, sou preocupada com o próximo. Além disso, não consigo deixar mal os meus pais. Se tenho uma chamada não atendida deles fico logo preocupada e volto a ligar.

– É uma menina dos papás?

– Sim, os meus pais não têm nada a apontar-me. A minha mãe diz que sou bastante responsável e que confia em mim a 100 por cento, porque sempre fui uma filha exemplar. Nunca saí fora do que era correcto. Por exemplo, só comecei a sair à noite aos 18 anos mas porque vivia longe e nunca porque os meus pais me proibissem. Aos 21 comecei a viver sozinha e aos 23 já tenho casa comprada. Sei o que vou fazer daqui a dez anos. Não penso “amanhã logo se vê”. Traço planos, sou determinada e responsável.

– E os seus defeitos, quais são?

– Sou muito teimosa e, às vezes, um pouco bruta. Também sou muito descarada – mas tento controlar isso porque as pessoas que não conheço podem julgar que sou “abusada” ou que tenho a mania.

– É sonhadora?

– Tenho os mesmos sonhos há muito tempo. Não me lembro de me surgir um sonho de repente.

– E quais são esses sonhos?

– Tinha o sonho de ter uma casa minha, saber que é o meu território. Vivia no Seixal com os meus pais – mas gostava muito de viver em Lisboa.

– Sente-se privilegiada por ter comprado uma casa aos 23 anos?

– Quando os meus amigos da minha idade me dizem isso, eu respondo-lhes que é uma questão de organização. Comecei a juntar dinheiro aos 18 anos. Conforme ia ganhando, ia guardando. Nunca tive a loucura de ganhar muito dinheiro e gastar muito. Tudo o que ganhava, juntava metade e gastava outra metade, independentemente da quantia. Também fui uma privilegiada, por ter começado a trabalhar cedo.

– Mora sozinha?

– É um T1 só para mim.

– Não se incomoda de não ter companhia?

– Não, porque estou o dia todo com os meus amigos. A minha casa é o meu espaço. Vejo o que quiser na televisão, se tiver louça suja fui eu que sujei, se tiver a cama por fazer também fui eu. Não vivo dependente de ninguém. Não me sinto sozinha, se me sentir chamo alguém.

– Tem saudades da comida da sua mãe?

– A minha mãe é fantástica, porque mesmo eu vivendo longe ela faz-me a comida e leva-ma ao fim-de-semana. Devido ao trabalho, nem sempre tenho tempo. Também me lava as peças de roupa mais delicadas. Mas é porque ela quer. Eu não abuso dela. Ela sente necessidade de sentir-se próxima de mim, é muito mãe-galinha… e eu sou a menina dos olhos dela. Temos uma relação muito próxima. Até compartilhamos as roupas e a maquilhagem.

– Falemos de amores: é uma mulher de grandes paixões?

– Sempre que tenho uma paixão tem que ser grande, caso contrário não vale a pena insistir nela.

– As suas relações, aliás, são sempre duradouras?

– Sou “amiga” do três. Namoro três anos e acabo. Não sei o que se passa. Todos os namoros que tive foram longos, ao ponto de os meus pais conhecerem os meus namorados. Não invisto em coisas que são a brincar. Por menos tempo que dure, gosto sempre de pensar que é sério. Mas confesso que, aos 23 anos, também me assusta pensar que é para o resto da vida.

– A Vanessa foi apanhada aos beijos com Kiko Campos Costa. São, de facto, namorados?

– Isso é uma coisa entre nós. Não gosto de dar nomes às coisas.

– Estão a gostar de conhecer-se?

– Claro que sim… Mas para já não quero falar sobre isso.

– Namorou durante três anos com Ângelo Rodrigues. O que correu mal na vossa relação?

– Não vou responder a isso…

– Ficaram coisas boas?

– Sim, a amizade. Sempre fomos muito bons amigos e muito bons colegas. Ajudávamo-nos imenso, porque tínhamos a mesma profissão. E tivemos sempre a sorte, o azar ou a coincidência de fazer os mesmos trabalhos e ajudávamo-nos muito. Tiro o chapéu ao Ângelo, porque ele é mesmo um excelente colega.

– Foi, por outro lado, difícil a separação?

– O fim é sempre difícil em qualquer relação. Depois dela, há o recomeço.

– Continuam amigos?

– Sim, claro.

– O que é que um homem precisa de fazer para a conquistar?

– Gosto de que me faça surpresas, para criar “aquela” paixãozinha no ar. E tem que compreender a minha profissão, ser dinâmico e gostar de sair.

– Prefere seduzir ou ser seduzida?

– As duas. Seria muito egoísta se dissesse que gosto de ser seduzida e ficasse sentada à espera que isso acontecesse. Quando as coisas acontecem têm de ser mútuas. A partir do momento em que a outra pessoa nos seduz, até de forma inconsciente, é porque também houve sedução da nossa parte.

– Gostava de casar-se?

– Gostava de ter uma pessoa para o resto da minha vida e que os meus filhos vivessem sempre com os pais juntos. Mas ir à igreja, para desgosto dos meus pais, julgo que não vai acontecer. Eles queriam muito. O meu pai, então, adorava levar-me à igreja de braço dado com ele. Quando era pequenina tinha esse sonho. Passava por uma montra de noivas e ficava a olhar.

– O que mudou então?

– Estou mais realista em relação à vida que as pessoas têm, à sua disponibilidade e à facilidade com que se separam hoje em dia. E penso se será que vale a pena gastar tanto dinheiro e fazer uma cerimónia. Penso que não é preciso isso para comprovar nada. Mas não critico quem goste de casar-se. Eu sou apenas capaz de reunir um grupo de amigos e a família.

– Sempre teve uma boa relação com os seus pais?

– Sim, sempre fui mais próxima da minha mãe. O meu pai é o “chefe” de família, não falava com ele de alguns problemas, já com a minha mãe falava de tudo. Mas gosto imenso do meu pai, como é óbvio.

– Tem muitos cuidados com o corpo?

– Julgo que tenho, mas depois olho para outras pessoas e vejo que não tenho muitos. Mas também tenho sorte, fui abençoada porque posso comer de tudo e nada me atinge. Praticamente, não tenho celulite. Faço massagens e muito ginásio. Em termos de alimentação é que não me privo de nada. Em termos de pele, apanho imenso sol, porque gosto de ter a pele bronzeada. Mas isso também é mau. Sempre fui muito vaidosa, sempre gostei de cuidar muito de mim, porque via a minha mãe a pôr cremes e maquilhar-se e eu fazia igual.

– Fez um aumento mamário. Agora está completamente satisfeita com o seu corpo?

– Nunca se está 100 por cento satisfeita. Há sempre qualquer coisinha mal. Mas sinto-me confortável. Fiz aquilo que faltava para me sentir bem. Desde sempre me lembro de perguntar à minha mãe por que é que saía ao pai. A minha mãe dizia-me que quando eu tivesse filhos iria ficar com o peito maior. Mas eu não quis esperar por ter filhos. Sinto-me perfeita.

– Esses cuidados que tem com o visual estão relacionados com a profissão?

– Todas as pessoas devem ter cuidados independentemente da profissão. Às vezes vejo mulheres bastante bonitas que não se cuidam. Sou licenciada em Design e se exercesse essa profissão também iria arranjada para o emprego.

– Cresceu depressa na televisão. Tem a ver com a sua persistência?

– Tenho um lugar de destaque mas não tenho um lugar fixo na televisão. Pretendo ser melhor. Nunca me sinto satisfeita com aquilo que tenho. Quanto mais tenho, mais quero, mais exijo de mim e dos outros.

– Os Morangos foram uma boa escola para si?

– Foram, sem dúvida. Mas eu já tinha feito televisão antes. Comecei aos 13 anos, na RTP.

– É muito abordada na rua?

– Depende dos sítios onde estou. Se vou para o Norte sim. Lá as pessoas vivem mais intensamente as coisas e são mais abertas. Mas se eu for sair à noite para o Bairro Alto é a loucura.  Apesar de já ter feito Morangos há três anos, ainda me chamamé moranguita.

– Tirou um curso de Design. Chegou a exercer?

– Não, porque mal terminei a licenciatura comecei logo nos Morangos. Mas é uma coisa que faço com todo o gosto. Há várias coisas que me preenchem e o design é uma delas, mas não me posso estar a comprometer em ir trabalhar num atelier das 9h às 18h porque se fizer isso não posso fazer outra coisa. Neste momento sou actriz e é nesse campo que estou empenhada em vingar.

– A licenciatura dá-lhe segurança?

– Tirei a licenciatura porque os meus pais me guiaram nesse sentido, mas se um dia a representação não der em nada, vou bater à porta de um atelier.

– Quais são os teus projectos profissionais?

– Gostava muito de fazer cinema, é outra magia. Mas também gosto da adrenalina de fazer televisão. Agora vou experimentar teatro pela primeira vez à séria.

– Qual é a peça?

– É uma peça que fui eu que idealizei tudo. Falei com amigos, o David Mesquita e o Tiago Barroso, e vamos começar a ler o guião, a ensaiar, a encontrar sala. É uma coisa de amigos, mas pode ser que dê certo.

– Sente-se privilegiada por fazer aquilo que gosta?

– Sou como os jogadores de futebol, pagam-me para fazer aquilo que gosto.

– Gosta da fama que entretanto conquistou?

– A pessoa que trabalha em televisão e que não quer ser famosa está a contradizer-se. Claro que há situações chatas e embaraçosas – mas há que saber interpretar as coisas. Ouvimos certas coisas de que não gostamos mas faz parte. A partir do momento em que entramos na casa das pessoas pela televisão elas ganham o direito de nos criticar.

INTIMIDADES

– Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

– A minha mãe. Levava-a ao meu restaurante favorito, para ela conhecer também.

– Não consigo resistir a…

– …dormir. Adoro mesmo dormir até mais tarde.

– Se pudesse, o que mudava em si no corpo e no feitio?

– No corpo, mudava o meu umbigo. No feitio, deixava de ser tão responsável porque, por vezes, também é mau.

– Sinto-me melhor quando…

– …acabo de almoçar. Sinto-me mesmo bem, de facto, na meia hora seguinte.

– O que não suporta, entretanto, no sexo oposto?

– A desarrumação. É insuportável nos homens.

– Qual é, efectivamente, o seu pequeno crime diário?

– Não faço divisão do lixo. Eu sei que não é desculpa mas no sítio onde moro não há ecopontos. Na casa dos meus pais fazia.

– O que seria mesmo capaz de fazer por amor?

– Fazia tudo o que fosse preciso.

– Complete: “A minha vida é…

– …fantástica.”

Fonte: Correio da Manhã


3 Comentários em “Vanessa Martins: “Sou a menina dos papás””

  1. carlos Says:

    ola tudo bem



  2. carlos Says:

    ola tudo bem contigo gostava fazer nova amizade



  3. erica Says:

    quero ser do morango por favor me da uma vaga liga me o fala o meu nome erica da so vaga



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