Francisco Côrte-Real: “Só tive duas namoradas até hoje”

Fevereiro 14th, 2010 Colocado em Morangos

Protagoniza um triângulo amoroso na novela Meu Amor, da TVI, mas na vida real Francisco Côrte-Real tem muita dificuldade em apaixonar-se. Aos 23 anos, o actor revela que está solteiro e ansioso por encontrar uma mulher que o preencha. Ser pai é um dos seus sonhos.

– Como estão a correr as gravações de Meu Amor?

– Estão a correr muito bem e, felizmente, vão prolongar-se. É sinal de que a novela tem tido boas audiências e aceitação do público. Cada trabalho que faço ajuda-me a aprender. Neste caso ajudou-me a ter cuidado com a imagem e a não ganhar peso devido ao facto de fazer de manequim, o Valentim.

– Como é o Valentim?

O Valentim vive em união de facto com uma mulher mais velha e vai acontecer uma peripécia na sua vida: a sobrinha da namorada dele vem da aldeia para Lisboa tentar a sorte na moda e fica a viver lá em casa. O Valentim acaba por envolver-se num triângulo amoroso.

– Revê-se de alguma maneira na sua personagem?

Há coisas em que não me revejo. Mas há outras com que me identifico, já que o Valentim é um rapaz normal, sem características vincadas. Eu sou assim.

– E em relação ao triângulo amoroso?

Era possível envolver-me mas não conscientemente. Se isso acontecesse nunca seria premeditado.

– A sua mãe [Teresa Côrte-Real] e a sua avó [Madalena Braga] sempre estiveram ligadas ao teatro. Foram elas que influenciaram a escolha da sua profissão?

Não, por acaso foi uma coisa acidental. A família da parte da minha mãe trabalhava no Teatro Nacional D. Maria II. O meu avô, Jorge Côrte-Real, era o contra-regra e a minha avó era actriz do elenco fixo, juntamente com Ruy de Carvalho, Eunice Muñoz e Simone de Oliveira. A minha mãe também ensaiava no Mirita Casimiro, em Cascais. Desde pequeno que estou muito por dentro mas a minha postura era sempre de espectador, nunca procurei ser mais do que isso.

– Nunca lhe incutiram essa paixão?

A minha mãe e a minha avó sempre me deram espaço para poder decidir. Nunca pensei poder vir a gostar de representar, porque sempre fui muito envergonhado. Posso dizer que foi um prazer que descobri por acidente.

– Mas a verdade é que foi o Francisco a procurar um casting…

Fui ao casting dos Morangos, como fui aos de outras coisas. Fui, essencialmente, porque estava na faculdade e não queria depender da mesada dos papás. Queria ganhar alguma independência financeira.

– Entretanto, desistiu do seu curso de Publicidade e Marketing…

Congelei a matrícula, porque não dava para conciliar as duas coisas. As gravações eram muito intensas, de segunda a sábado. Depois foram surgindo outros projectos e percebi que era realmente isso que queria. Hoje espero ter feito a melhor opção. É a fazer isto que sou feliz.

– Que profissão é que sonhava ter quando era criança?

Quando era criança, era um rapaz normal e gostava de ser jogador de futebol. Mas cedo caí na realidade.

– Deseja adquirir formação enquanto na função de actor?

Sim, quando houver uma pausa, em vez de ficar parado vou estudar. Há pouco tempo informei–me sobre uma Brasileira, a Fátima Toledo, que esteve envolvida em filmes como A Cidade de Deus. É directora de actores e dá cursos em São Paulo. Já vi uns vídeos e gostava de ter essa possibilidade.

– Agora imagina-se a viver financeiramente como actor?

Tenho que imaginar-me dessa forma. Felizmente, ser actor, hoje, abre portas ao teatro, cinema, televisão, locução, e, com alguns anos de experiência, pode dar-se aulas, fazer direcção de actores… Felizmente não é só fazer telenovelas. Tenho consciência de que a concorrência é muita e que não é fácil, em muito devido ao facto de ter na família pessoas ligadas ao teatro e à representação. No entanto, não vou pensar nisso agora, porque só me pode bloquear.

– Tem feito muitas amizades ao longo da sua carreira?

Os meus melhores amigos da televisão vieram da época dos Morangos. Não é que nos outros projectos não seja possível fazer amigos, porque é. Mas em Morangos éramos um grupo de miúdos da mesma idade, com os mesmos gostos, postos na mesma situação, e estávamos juntos mais de 12 horas por dia, de segunda-feira a sábado. É tão intenso que quando as pessoas têm química e dão-se bem fica uma amizade que vai ser para sempre, mesmo. Os outros projectos já integram pessoas de outras idades, com outro tipo de vida.

– É muito assediado na rua?

Já fui mais. Agora, volta e meia, uma pessoa pede-me um autógrafo. Hoje, felizmente, posso ter uma vida tranquila.

– Nunca modificou os seus hábitos por ser uma figura pública?

Tento evitar algumas coisas mas não sou uma vedeta que não pode sair à rua e tem logo uma legião de fãs atrás. Mas é óbvio que há certas coisas que evito, como por exemplo ir a um festival ou a um centro comercial ao domingo. Se não for com amigos não me sinto bem, porque não consigo estar à vontade.

– Ao longo do seu percurso na televisão tem feito sempre papéis de galã…

Não gosto muito desses rótulos. Quando sou chamado para fazer algum papel não me dizem se vou ser galã ou não. Sou sincero, também gostava de fazer uma personagem má, com barba.

– É romântico?

Sou, mas não gosto de o ser por obrigação. Gosto de fazer um gesto romântico que seja espontâneo, genuíno. Não gosto de organizar uma situação para ser romântico. Quando estou com uma pessoa de quem realmente gosto, faço coisas que essa pessoa possa achar românticas, embora eu não as faça para me considerar romântico.

– Já fez muitas loucuras por amor?

Para já ainda não aconteceu. Já estive muito apaixonado mas ainda não foi necessário fazer loucuras por amor. Talvez fosse capaz, no entanto ainda não tive nenhum momento marcante.

– Para si, como é a mulher ideal?

Parece que o que eu vou dizer é muito vulgar mas a beleza interior é muito importante. A exterior também importa, claro, porque é o primeiro impacto. Mas o que cativa mesmo, depois da beleza, é a personalidade, a independência, o sentido de humor, a iniciativa… Não gosto de sentir que tenho de ser eu o líder ou a cabeça da relação, a decidir e a sugerir coisas. Gosto que da outra parte esteja uma pessoa que também me surpreenda.

– Imagina-se casado e com filhos?

Casado não, nunca tive esse sonho, até pela separação dos meus pais, que, felizmente, não foi conflituosa. Presentemente, é um compromisso muito importante e a sociedade encaminha-se de uma forma que cada vez menos os casamentos têm a duração de antigamente. Casado não me imagino, no entanto imagino-me com alguém de quem eu goste, como se estivesse casado e com filhos. Mas não para já.

– Por que razão?

Tenho consciência de que ainda sou muito novo. Tenho coisas que ainda quero fazer_ e sei que quando há um filho pelo meio temos que abdicar delas. Tenho consciência de que criar uma criança não é fácil nem financeiramente, nem a nível de disponibilidade de tempo. Ainda tenho muita coisa para aprender.

– Tem namorada?

Não, neste momento estou solteiro.

– Há uns tempos falou-se que estaria interessado na Nereida Gallardo…

Não tem veracidade nenhuma. Infelizmente, neste país dão maior importância às chamadas figuras públicas, pelos respectivos casos amorosos, por estarem numa festa bêbedas ou não, do que propriamente pelo trabalho. Este foi mais um desses casos. Viram uma fotografia minha com a Nereida num trabalho onde estava a Núria Madruga, Joana Duarte e o Nuno Janeiro, e decidiram que eu tinha um caso com ela. Desmenti tudo mas continuam esses rumores. Não se passou nada. Na ocasião até fui um bocadinho ingénuo nas declarações que fiz, as quais retiradas do contexto pareciam indicar outra coisa…

– É, por outro lado, um homem de paixões?

Não, pelo contrário. Até tenho dificuldade em me interessar por alguém a sério. Às vezes até tenho pena disso, porque vejo os meus amigos muito contentes com as namoradas. Eu penso que para namorar com alguém tem de haver muita coisa em comum. Tem que ser uma coisa especial, daí eu ter tido duas namoradas até hoje.

– Quem foram?

Uma foi a Joana Freitas, a outra foi uma namorada minha do tempo da faculdade.

– E a Raquel Jacob?

Também não tem nada a ver. Estive duas vezes com ela na vida.

– É vaidoso?

Sou vaidoso naquilo que eu acho que é essencial. Gosto de ter o meu perfume, tenho cuidado com algumas coisas, mas nada de mais. Por exemplo, nem uso creme hidratante. A minha personagem, como é manequim, tem que ter uma boa aparência, e eu também tenho esse cuidado por causa da personagem, o Valentim. Mas confesso que sou um pouco mais desleixado. Esta personagem tem sido, de facto, um incentivo extra para mim.

– Sente-se bem consigo?

Sinto-me bem e tranquilo.

– É feliz?

Sou, neste momento sou.

– Houve momentos em que não foi?

Houve momentos menos bons. Mas seria estúpido da minha parte queixar-me. Para a minha idade até sou um privilegiado, por isso não me queixo.

– Qual é a sua maior virtude?

É ser racional. É uma virtude que já me deu bastante jeito. Provavelmente, também já me fez perder algumas coisas…

– E o defeito?

Ter a mania que sei tudo, embora ouça bastante os conselhos das outras pessoas. Isso leva-me a pensar que muitas vezes não sei o que estou a dizer.

– Quais são os seus projectos futuros?

Gostava muito de aprender com a Fátima Toledo, gostava de fazer teatro, mas para isso vou ter que subir mais uns degraus. Tenho consciência que há coisas feitas em portugal que são bem feitas, por isso gostava de fazer cinema.

– Será sempre relacionado com representação?

Por acaso acho muita piada à área da realização. Só me apercebi a partir do momento em que entrei neste mundo. A verdade é que também é uma área bastante interessante, que me leva a olhar para os filmes de outra maneira e me faz pensar como seria estar do lado de lá.

INTIMIDADES

– Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

– Sean Penn. É um dos actores mais camaleónicos, com maior capacidade de se transformar que há. E também porque é um excelente realizador. Deve ser uma pessoa interessantíssima. Iria ser muito divertido.

– Não consigo resistir a…

… chocolates. Sou muito guloso.

– Se pudesse alterar alguma coisa no seu corpo e no seu feitio, o que mudava?

No corpo, se pudesse tinha sempre uns abdominais bem definidos. No feitio, talvez tivesse menos mau-feitio.

– Sinto-me melhor quando…

… consigo dormir pelo menos dez horas.

– O que não suporta no sexo oposto?

As intrigas.

– Qual é mesmo o seu pequeno crime diário?

Fumar um cigarro.

– O que seria, efectivamente, capaz de fazer por amor?

Era capaz de salvar uma vida.

– Complete: a minha vida é…

… a minha escola.

Fonte: Correio da Manhã


5 Comentários em “Francisco Côrte-Real: “Só tive duas namoradas até hoje””

  1. andreia Says:

    Lol…Será que me podes dar o teu email?

    Beijos xD



  2. andreia Says:

    olA TAS BOM



  3. juliana Says:

    OLA MEU QUERIDO AMIGO



  4. juliana Says:

    E PODES ME DAR O TEU MAIU XD



  5. joana Says:

    podes me dar o teu mail..
    veijo tds os dias



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